Como os endereços IPv4 são formados por conjuntos de 32 bits e podem agregar cerca de 4 bilhões de dispositivos, uma hora ou outra este número (que nada mais é do que a demanda de internet global) se esgotaria ou chegaria perto disso… e é o que vem acontecendo.

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O esgotamento do bloco IPv4 já tem data marcada, conforme a projeção do Registro.br e será dia 27 de setembro de 2020. Porém, o gestor de recursos do Registro.br, Ricardo Patara, já havia informado no ano passado que conseguiram recuperar e/ou fazer a devolução de alguns destes endereços.

Há cerca de 2 milhões de endereços que não foram ocupados, sendo que a distribuição do IPv4, atualmente, é feita apenas para América Latina e Caribe.

MAS O QUE FAZER QUANDO ESTE AGREGADOR DE ENDEREÇAMENTO ACABAR?

Já existe o IPv6 (versão 6 do Protocolo de Internet), que mesmo não sendo infinito tem a capacidade de expandir estes números para 18 quintilhões de dispositivos e redes, já que seus conjuntos numéricos são de 128 bits.

E a melhoria não para por aí, já que o IPv6 conseguirá adicionar maior segurança na rede e também simplificar diversas atribuições de endereço.

Se em 2015 a utilização deste novo sistema era baixíssima se comparado ao IPv4, atualmente 93% das Organizações de Sistemas Autônomos o utilizam. Mas esta migração demandará tempo, pois há a necessidade de alteração de roteadores e softwares mais avançados para suportarem este avanço. Serão necessários muitos anos para o novo protocolo chegue em 100% dos servidores e clientes finais.

E PARA O CLIENTE FINAL, O QUE MUDARÁ?

Como esta migração vem sendo feita gradual e muito lentamente, não há com que se preocupar. Até porque, dispositivos mais atuais como computadores, notebooks e smartphones já contam com o IPv6.

Mas e você, ficou com alguma dúvida a respeito deste tema? Tem alguma pergunta para fazer? Entre em contato que responderemos o mais rápido possível!