RESUMO EXECUTIVO

- 92 milhões de iranianos estão sem acesso à internet há mais de uma semana.
- O bloqueio foi implementado em resposta a grandes protestos anti-governo.
- A interrupção atual já dura mais de 170 horas, superando registros anteriores.
- O Irã tem um histórico de bloqueios de internet durante crises civis.
- A utilização de terminais Starlink por alguns iranianos tem sido reprimida pelas autoridades.
O QUE MUDA PARA ISPs
- A situação no Irã destaca a vulnerabilidade das infraestruturas de internet em tempos de crise.
- Provedores devem considerar planos de contingência para interrupções prolongadas.
- A repressão ao uso de tecnologias alternativas, como Starlink, pode afetar a aceitação de novas soluções de conectividade.
CONTEXTO TÉCNICO
O bloqueio de internet no Irã, que começou em 8 de janeiro, é um dos mais extensos já registrados, com duração superior a 170 horas. Especialistas, como Isik Mater da NetBlocks, indicam que esse evento se torna o terceiro mais longo na história, atrás de incidentes em Sudão e Mauritânia. O governo iraniano frequentemente recorre a essa tática para controlar a informação durante protestos, dificultando a comunicação interna e externa.
Além disso, a situação atual resultou em um impacto significativo na economia local, afetando serviços essenciais como transferências bancárias e processadores de pagamento. Apesar da restauração parcial de alguns serviços governamentais, a maioria da população permanece sem acesso à internet. A repressão ao uso de terminais Starlink, que foram introduzidos como uma alternativa, demonstra a resistência do governo em permitir soluções de conectividade não controladas.
CONCLUSÃO
A crise de internet no Irã serve como um alerta para provedores de internet em todo o mundo sobre os riscos associados a interrupções em larga escala. A necessidade de estratégias robustas de resiliência e a consideração de soluções alternativas de conectividade são cruciais para garantir a continuidade dos serviços em situações adversas.
Fontes: Iran’s internet shutdown is now one of its longest ever, as protests continue
